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The Body as a sound Post Gender instrument – Akelarre Cyborg workshop @Lisboa 6-7/06

Neste workshop de dois dias, os participantes são introduzidos na arte da performance enquanto instrumento político, através da modificação dos corpos com recurso a diferentes tipos de próteses e da criação de identidades híbridas, que procuram ultrapassar dicotomias como natural/artificial, homem/máquina, humano/animal, homem/mulher, hetero/homo, arte/vida, ciência/pré-tecnologia, entre outras.
Akelarre Cyborg é um projeto de dois laboratórios artísticos, Transnoise e Quimera Rosa, que investigam e experimentam questões de género e sexualidade e as suas relações com as artes e a tecnologia. O seu trabalho centra-se na criação coletiva de artefactos do-it-yourself enquanto ferramenta de re-significação da nossa relação com a tecnologia e no seu papel na produção de subjetividade. Ao mesmo tempo, tenta criar um espaço recreativo através do desenvolvimento de organismos híbridos (cyber drag) num processo simbólico de mutação de objetos quotidianos.
Através da manipulação de pequenos circuitos eletrónicos serão construídas exoesculturas que serão usadas numa performance final.

Em inglês

Sala de Ensaios
Preço único 10€
excecionalmente não se aceitam reservas • venda disponível apenas até 48h antes do início da oficina

Máximo 20 participantes
Não é necessária experiencia prévia
Os participantes podem trazer os seus próprios materiais

 

TEATRO MARIA MATOS

LISBOA

A church inside a nut

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What is the punishment of Tantalus ? A very intimate light that warms my night

What is suicide ? Slowly descending with the leisure of going up

What is Love ? A very quiet street that you only cross once

What is really hungry ? A silver ink pot filled with blood

What is nobility ? The wind coming from the woods

What is courage ? A church inside a nut

What is a head bump ? An expansion on the back of the head

What is reason ? A letter from far away

What is the night ? A very ancient text sang by a multitude of frogs

What is fate ? Love to its entire length

What is childhood ? An island that is fast emerging

What is painting ? An immense Turkish bath

What is the monarchy ? A bag of stones asking to be carried

What are we doing ? The day

What do we expect ? Your hope

Who is your mother ? A beggar who waits until it’s dark to laugh

What are we ? The eyes of a bird who died travelling

Who was Mario Cesariny ? A distracted oracle who never told the truth

Where did he live ? In the lap of a statue made of flour

Why did he live ? Because there were those who wanted to kill him

 

 

Mario Cesariny

Artwork Bruno Borges / Oficina Arara

 

 

 

 

 

 

Sobre o papel histórico de Wikileaks

Julian Assange em entrevista com ZH 

“Nossas publicações de 2010 se tornaram a base para numerosas ações judiciais por vítimas de crimes e abusos de guerra pelos Estados Unidos, do Tribunal Europeu de Direitos Humanos aos tribunais britânicos, ao Tribunal Internacional Criminal para a ex-Iugoslávia e ao Tribunal Penal Internacional. Só isso é “mudança” – mudança muito real para pessoas reais, que eram incapazes de levar seus casos à justiça e fazer sua defesa, e agora o são. E há o grande número de grupos de direitos humanos e organizações da sociedade civil para os quais nossas publicações fizeram uma grande diferença. Grupos como Iraq Body Count (Contagem de Corpos no Iraque), que pôde usar nossos War Logs para calcular o verdadeiro número de mortos na Guerra do Iraque, ou Public Interest Lawyers, que foi capaz de usar os documentos como fonte para seus clientes em casos de prisão e tortura. Redes de ativistas de direitos autorais como La Quadrature du Net, que usou nossos despachos para investigar a utilização de lobbies corporativos secretos para introduzir restrições ao comércio e impor leis favoráveis aos Estados Unidos. Jornalistas investigativos como o Bureau de Jornalismo Investigativo, que usou nossos materiais para reconstruir a narrativa de sérios abusos contra os direitos humanos.”

Qual foi o impacto histórico do WikiLeaks até agora? 
Nossas publicações também mudaram a forma como o jornalismo é feito. Antes do WikiLeaks, não havia precedente real para trabalho em larga escala com bases de dados. Desde que começamos a fazer isso, outros nos copiaram. Não havia precedente de amplas colaborações jornalísticas de interesse público entre jornais comerciais concorrentes. Demos início a isso, e outros estão fazendo o mesmo agora. Antes do WikiLeaks, ninguém dava importância a informações de segurança para jornalistas, ninguém pensava em usar criptografia para facilitar grandes vazamentos de fontes públicas. Agora essa é a única opção disponível. Mostramos o caminho para se fazer isso, e agora, como consequência também das revelações de Edward Snowden, que se apoiam nos avanços que possibilitamos, jornalistas estão levando isso a sério. Isso é um mar de mudança na cultura do jornalismo. Colocando um grande corpo de correspondência diplomática em domínio público, o Despachogate e suas sequelas elevaram o nível de alfabetização política para nossa geração. Nos últimos quatro anos, jornais de todo o mundo têm usado diariamente nossos materiais para apoiar suas apurações e noticiar suas consequências, em vez de correr para os analistas oficialistas. Essa é uma grande mudança em como nossa civilização entende suas circunstâncias históricas, e pode-se esperar que produza mudanças em cascata no futuro. Há também a imensurável, mas previsível consequência de nossas publicações, que é o fato de, depois das publicações, funcionários do governo americano saberem agora que cada palavra que escrevem pode um dia se tornar pública. Esse é um forte desestímulo contra os tipos de abusos sobre os quais podemos ler em seus despachos. Eles agora sabem que o segredo não vai proteger quem age de forma indevida. Essa é uma grande mudança, porque funciona como uma checagem da conduta dos burocratas do poder americano. E essas são apenas algumas das grandes mudanças. Mas há também aquelas mais particulares. Muitas pessoas argumentaram que nosso trabalho produziu mudanças muito concretas no mundo. Por exemplo, a Anistia Internacional e a BBC disseram que nosso trabalho contribuiu para o início da Primavera Árabe, porque nossas publicações foram uma causa das manifestações no final de dezembro de 2010 na Tunísia, quando a revolução começou. Os detalhes completos disso são dados no meu livro, mas muitos na revolução tunisiana, e mesmo um ex-ministro no governo de Ben Ali, disseram que nossas publicações “quebraram a espinha do sistema de Ben Ali”. Esses acontecimentos contribuíram para grandes mudanças históricas, nas quais outras forças intervieram, e desde então houve mudanças em cascata em todo o mundo. Nem toda mudança foi boa, mas uma parte foi boa. Isso é mudança?”

Proteja-se nas ruas e na rede

 

O destaque do projeto é o guia Vai protestar? Proteja-se!. Ilustrada, a publicação contém informações de fácil entendimento sobre o uso de tecnologias que protegem a privacidade. Através dela, os manifestantes podem também munir-se de dicas jurídicas sobre seus direitos e estratégias de mitigação de riscos em caso de vigilância ou abuso de poder antes de ir para as ruas.

 

 

Saúde, da dependencia à autonomia

O caderno central do ultimo Jornal Mapa foca-se na area da saúde, com titulo Saúde, da dependencia à autonomia.

“Qualquer pessoa que tenha acesso a informação correcta, partilhada de forma clara, pode providenciar cuidados de saúde básicos na sua comunidade”

“A ideia de partilhar conhecimento ajuda a dispersar o poder e pô-lo onde deve estar, na nossas mãos !”

Maria Freixo, no artigo Haja Saúde !

 

Para Além do Big Brother @Lisbon & Estoril Film Fest. 14-16 Nov.

VIVA ! Este fim-de-semana, o simpósio a não perder do festival de Estoril : Três dias de discussões e projecções sobre a vigilância de massas (incluído a projecção do CITIZENFOUR de Laura Poitras em sua presença) e participantes como o advogado Baltasar Garzòn, Jacob Appelbaum (TOR), Julian Assange (Wikileaks), fundadores de La Quadrature du Net Jeremie Zimmerman, Philippe Aigrain, entre outros. FORÇA !

Oficina Cyber – Crypto Party, 8/10 @ PORTO

A tecnologia que nos controla ou a tecnologia que nós, cidadãos, controlamos ?
Guerra cibernética ou paz cibernética?
Que futuro queremos para a tecnologia, e de que forma podemos combater a vigilância em massa?
Nesta oficina será abordada a história das redes, ética, co-respondabilidade e co-dependência, os ciclos virtuosos e os ciclos viciosos.
O tema central será o anonimato, a descentralização e o software livre, a alternativa ao Google, Skype, Dropbox, entre outros.

Não é obrigatório trazer um dispositivo próprio (laptop, tablet ou telefone).

A oficina será orientada por Jérémie Zimmermann, engenheiro informático Francês co-fundador da La Quadrature du Net, grupo de defesa das liberdades fundamentais dos cidadãos na internet.

Jérémie foi um dos contribuidores para o livro “Cypherpunks: freedom and the future of internet”, de Julien Assange.

Quarta feira, 8 de Outubro, na Sonoscopia, PORTO
Das 15H às 20H
Preço Livre

 

E agora ? What now ?

nuno

Portuguese film sound engineer, producer and director Joaquim Pinto has been living with HIV and Hepatitis C for years and lost quite a few of his friends and collaborators to the virus along the way.

Beaten but not down, blurred yet bright and sharp, he offers a rare testimony with E agora ? Lembra-me a personal diary he filmed over a year as he was undergoing experimental drug testing in Madrid. His collections and recollections though, are mostly set in and outside the home he shares with his long love and husband Nuno (also infected) in a dry luminous countryside of Portugal.

joaquim

As the four seasons go round we are invited to feel along the repercussions of the clinical trials, but mostly the passing of time, with its very own pace, its redundancies big and small, challenging will, challenging life, the questions and, eventually, the answers only time can bring… The movie opens with a shot of a slug crossing the screen on a dead leaf: You could not accelerate certain processes even if you would, so bear with them. The trips to Madrid, transiting through frantic airports, seem all the more brutal in that perspective (Why do we do that to ourselves ? is among the questions that are raised).

While the announced intention of the film is to record and evaluate the effects of the drugs tested in Madrid (noting side effects you’ll never read about in a drug leaflet) it soon appears that the subject is not so much that but rather other forms and ingredients of care, which although not mentioned as such (and maybe they shouldn’t!) become evaluated in parallel, much more positively. Pretty honestly or “sem merda” as some friends around me have put it.

So yes, honestly : At the end of the day what is really keeping Joaquim, Nuno, us, alive through hardships ?

Here are some suggestions from the film:

Love, definitely. Partnerships, setting the preservation of (a good) life and care of one another as priorities… Abundance of fresh air and sunlight, a connection with nature, mediated by animals, through farming, all of which help keep regular (and circadian) cycles of work, play, rest… Being responsible for someone else, caring for them, a lover, an old dog, a young tree threatened by drought and wildfires… A connection with past generations, some sort of historical inscription in the community of mankind and on the tree of life on earth (“we are not special, just recent”)… Peaceful renunciations to what is no longer suited, all the while reaffirming commitments to what matters most… Solidarity, sharing information, experiences, expression of the voices of the weak… A relative autonomy and self-sufficiency, carefully balancing the dependencies to absurd and adverse economical and healthcare systems… Critical thinking, intellectual curiosity… Creativity, art… Cinema..? As a critic notes “this hypnotic video essay eases the discomforts of the flesh with the comforts of moviemaking” and “the film repeatedly erases the neutral hues of sickness with the lush vibrancy of nature.” So it does.

whatnow